O Brasil grita: “Até quando”?, por pr. Nelson Galvão

“Até quando”? Você já se fez essa pergunta? Eu já! E não uma só vez, várias vezes! Confesso que, diante das últimas notícias de delações de corrupção por parte de nossos governantes, tenho repetido esta pergunta variadas vezes!!!
Sim, mais do que gostaríamos, nós brasileiros, sucessivamente temos sido acometidos por intempéries que paulatinamente nos abatem o espírito e gradativamente esgotam nossa capacidade de agir a respeito. E aí, dos lugares mais profundos da alma insurge um grito: Até quando?
O rei Davi expressa essa experiência de uma forma poética que só ele mesmo poderia fazê-lo. O Salmo 13, tem 6 versos e é dividido em três partes, cada qual com 2 versos.
Nos dois primeiros versos, Davi pergunta 4 vezes: “Até quando”? Não se sabe exatamente o que provocava tanta angústia ao escritor. Talvez um adversário que, maquiavelicamente, astutamente e cuidadosamente intentava o mal contra o salmista. O fato é que a pergunta “até quando?” expressa poeticamente o estado de espírito do escritor que é marcado pelo abatimento, cansaço emocional e desesperança.
É nesse estado de fragilidade de espírito que Davi se dirigiu a Deus e expressou o seu sentimento de solidão (vs. 1a), de abandono (vs. 1b), de amargura (vs. 2a) e incapacidade (vs. 2b). Eu gosto de Davi! Isso porque ele não tinha problemas em demonstrar sua humanidade e, consequentemente, toda a sua fragilidade.
Bem, a história não acaba aí! E que bom por isso! Davi nesse momento de esgotamento emocional volta os seus olhos para Deus e Lhe dirige uma oração que é marcada por três verbos: atenta, responde e ilumina.
É incrível! Em momentos de fragilidade emocional o que geralmente fazemos é depreciar a vida, esconjurar aqueles que estão ao nosso redor e responsabilizar a Deus. Entretanto, Davi reconhece sua fragilidade e a submete aos cuidados do Senhor. Nesses três verbos eu vejo alguém humildemente se aproximando do Pai e dizendo: “Senhor, minhas forças estão totalmente esgotadas, portanto, eu espero unicamente em Ti, atenta, responde e me ilumina”.
A partir de então, na última parte do salmo 13, os versos 5 e 6 expressam um grito diferente ecoando pelas cordas vocais do salmista: “confio”, “regozije-se” e “cantarei”.
 O que aconteceu? O que mudou em Davi? O que o fez passar de um estado de espírito marcado pela aflição e desesperança, para este repleto de alegria e esperança?
A resposta está no fato de que em sincera oração diante de Deus, Davi encontrou-se com o Bom Pastor do Salmo 23; não Aquele Deus distante e desinteressado do começo do salmo 13, mas um Deus Gracioso, Salvador e Benigno (vs 5,6).
Da janela da minha sala eu vejo o nascer do sol e seus raios iluminando um maravilhoso Ipê roxo que não conseguia percebê-lo durante a madrugada. Da mesma forma, assim como Davi, no meio da aflição, clamo à alegria dos homens, Jesus, e Ele me faz ver a beleza do cuidado do Pai por mim, mesmo em meio às angustias!
“Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5:7).


Pr. Nelson Galvão
Sola Scriptura

Nelson é casado com Simone desde 1997 e eles têm um filho. Ele é formado em História e Teologia, pós-graduado em Administração Escolar e mestre em Educação (PUC-SP). Atualmente faz mestrado em Teologia do Novo Testamento no Seminário Bíblico Palavra da Vida- Atibaia, SP. 
É pastor interino da Igreja Batista Sião (São José dos Campos-SP) e atua como diretor acadêmico do ministério Pregue a Palavra. 
Atua ainda como coordenador do grupo do Pregue a Palavra de Cuba e como professor convidado da Escola de Pastores PIBA.

Moça, com quem você se casará é importante!” por Rebecca Van Doodewaard

Fonte: Mulheres piedosas

 Meu marido e eu estivemos certa vez com um grupo de jovens. Três destes jovens sentaram-se em frente a nós durante uma refeição: dois rapazes e uma moça. Um dos rapazes era um “nerd” de computador, usando óculos. O outro era um estudante universitário com o cabelo um pouco mais legal, e sem óculos. A moça estava, obviamente, com este último. Enquanto o nerd de computador estava ocupado servindo a todos durante a refeição, limpando os pratos e o lixo, o estudante universitário ficou irritado com a garota por um pequeno acidente e derramou suco vermelho sobre sua jaqueta de couro e sua camisa branca. Ela escolheu o cara errado, e o suco não pareceu mudar sua opinião. Se essa relação continuar e especialmente, se levar ao casamento, significa que ela está buscando por angústia. Todas as jovens e moças cristãs ainda solteiras por aí, ouçam: com quem vocês se casam é importante. Você pode pensar que a maneira como ele te trata não é tão ruim assim, não vai ficar melhor depois do casamento. Você pode pensar que ele vai mudar, é possível, mas a maioria não muda. Você pode pensar que será capaz de ministrar a ele e ajudá-lo, possivelmente, mas, se você não é capaz de fazer isso agora, você não será capaz depois, e estará se arriscando. Um marido deve liderar e cuidar de você, e não depender do seu conselho sobre problemas básicos de personalidade ou de comportamento. A menos que alguém casado seja bastante franco com você, você não conseguirá entender o quanto um marido irá impactar sua vida por inteiro. Depois da salvação, não há nenhum outro evento de longo prazo que mudará tão profundamente tantas áreas de sua vida. Aqui estão apenas algumas das formas como o casamento irá impactar cada aspecto da vida. 

 1. Ele vai impactar você espiritualmente. 

Se o rapaz não é crente, você pode parar exatamente aí. Você não tem direito algum de unir em mesmo jugo uma alma redimida com alguém não regenerado, mesmo se ele parecer aberto a mudanças. Cristo te comprou por um preço, e não é uma opção entregar este coração comprado por sangue a alguém que não conhece e ama o seu Senhor. Isto irá prejudicar o seu desenvolvimento espiritual, abrir espaço para inúmeras tentações, sufocar a sua vida de oração, fazer com que a frequência regular na igreja se torne difícil, e causar enormes conflitos familiares, se você tiver filhos. Se o rapaz é crente, ele é firme? Ele irá te liderar em oração, leitura da Bíblia, devoções familiares e adoração pública? Ou você vai viver por conta própria? Ele fará do crescimento espiritual uma prioridade ou fará outras coisas virem em primeiro lugar? Ele irá te perguntar como vai a sua alma para que ele possa ajudá-la a crescer em santidade e amor a Cristo, ou deixará isso com seu pastor? Ele vai liderar seus filhos nisto, ou você vai ter que tomar a dianteira? Na igreja, ele vai ajudar as crianças a sentar-se adequadamente, orar, encontrar os hinos, ou você vai ser a única a apontar-lhed o que acontecerá em seguida e ajudar a família a prestar atenção? Muitas mulheres se casaram com homens imaturos espiritualmente, pensando que isto não seria um grande problema, ou que o homem mudaria, elas estavam erradas e carregam as cicatrizes. A saúde de sua eternidade está em jogo. Pense cuidadosamente.

2. Ele vai impactar você emocionalmente. 

O rapaz em quem você está pensando irá encorajar você, amá-la, ser gentil, e tentar compreendê-la, ou vai querer sair com os amigos quando você estiver tendo uma noite difícil? Ele vai te ouvir quando você estiver lutando com algo ou estará preocupado com o videogame? Ele ficará irritado quando você chora ou vai pegar lenços para enxugar as suas lágrimas e te dar um abraço? Ele vai buscar entender que você é, provavelmente, mais delicada do que ele, mais sensível aos problemas e comentários, ou ele vai, regularmente, sair pisando em seus sentimentos? Uma mulher estava lutando para amamentar o seu bebê, acreditando ser a melhor coisa para ela, mas era muito difícil. Em vez de dar apoio e encorajamento, o marido começava a resmungar todas as vezes que via sua esposa se esforçando para amamentar. Nós precisamos nos livrar do complexo de princesa, mas realmente temos necessidades emocionais. Qualquer rapaz que seja indiferente com respeito a seus sentimentos e autoestima é egoísta e deve ser deixado sozinho. Tenha cuidado – um marido pode mutilar ou nutrir a sua saúde emocional. 

3. Ele vai impactar você fisicamente.

O rapaz com quem você está irá te prover as necessidades básicas? Ele será capaz de te abrigar, vestir e alimentar? Em um certo momento do nosso casamento, eu fiquei preocupada que não houvesse oportunidade de emprego. Meu marido me assegurou que iria trabalhar no McDonalds, cavar valas, limpar vestígios de atropelamento das pistas – o que fosse preciso para sustentar a família, independentemente de seus dons e formação. Esse é o tipo de atitude que você deseja. Um homem que não provê para seu lar é pior que um infiel (I Tm. 5:8). Você pode ter que ajudar a aliviar a sobrecarga financeira, mas, a menos que seu marido esteja inválido ou em alguma outra circunstância incomum, você não deve ter que carregá-la sozinha. O homem com quem você está se preocupará com seu corpo ou abusará dele? Se ele te dá pequenos tapas, chutes, etc, quando vocês estão namorando, saia dessa. É quase garantido que ele vai abusar de você depois do casamento, e as estatísticas mostram que isto é especialmente verdadeiro quando você estiver grávida. Ele vai cuidar e proteger o seu corpo ou vai feri-lo? Há mulheres em igrejas por toda a América que pensaram que não era grande coisa receber pequenos socos ou tapas (do tipo amigável) de seus namorados, mas que, posteriormente, passaram a encobrir as agressões de seus maridos. O homem com quem você está irá cuidar de você sexualmente? Ele vai honrar o leito conjugal em fidelidade física e mental ou ele vai flertar com outras, alimentar o vício em pornografia, ou mesmo deixá-la por outra mulher? Você nem sempre pode prever estas questões, mas se as sementes ou práticas já estão presentes, cuidado. Recentemente, vi um casal recém-casado e o marido estava flertando abertamente com outra mulher. A não ser que algo drástico aconteça, aquele casamento está caminhando para o desastre. Ele vai ser carinhoso e gentil com você na cama? Uma colega de trabalho que não é crente disse uma vez a minha irmã que, após sua primeira relação sexual, ela teve dificuldades para andar por alguns dias porque seu namorado havia sido muito rude. Em outras palavras, ele não era altruísta o suficiente para cuidar do corpo da mulher que ele disse que amava. Cuidado. Seu corpo necessita de cuidados e proteção.

 4. Ele vai impactar você mentalmente.

 O homem em quem você está pensando será uma fonte de preocupação ou ele vai ajudá-la a lidar com suas preocupações? Ele vai incentivar o seu desenvolvimento intelectual, ou vai negligenciá-lo? Ele vai valorizar suas opiniões e ouvir o que você está pensando, ou vai ignorar os seus pensamentos? Ele vai te ajudar a controlar o estresse de modo que sua mente não fique tão sobrecarregada, ou vai deixar você lutar com os problemas sozinha? Ele vai cuidar de você e ser atencioso se você estiver enfrentando tensão mental, ou ele vai ignorá-la? Eu conheço uma mulher que pôde lidar com a gravidez e com o parto muito bem fisicamente, mas a depressão pós-parto exerceu um impacto enorme em sua mente. O marido ignorou isso, continuando a ter mais filhos, até que sua esposa acabou numa instituição para portadores de deficiência mental. Você pode pensar que o lado intelectual ou mental de um casamento é de pouca importância. Ele é mais importante do que você pensa. Considere-o seriamente.

5. Ele vai impactar os seus relacionamentos.

Como é seu relacionamento com sua mãe? Seu pai? Você os ama? Seu namorado os ama? Imagine daqui a dez anos: você diz ao seu marido que sua mãe está vindo passar o fim de semana. Ele está animado? Desapontado? Zangado? Fazendo piadas maldosas com seus amigos? Claro, o marido deve vir em primeiro lugar na sua prioridade de relacionamentos, assim como vocês dois devem deixar pai e mãe e se unirem, mas os pais ainda são uma grande parte do quadro. Quaisquer que sejam os sentimentos negativos dele sobre seus pais agora, provavelmente serão ampliados após o casamento. Seu casamento irá fortalecer ou prejudicar – até mesmo destruir – a sua relação com seus pais. As pessoas que te conhecem melhor e te amam mais agora, podem ser cortadas do seu convivio por um marido que os odeia. O mesmo acontece com irmãs e amigas. Elas serão bem-vindas, em horários razoáveis, em sua casa? O rapaz com quem você está irá encorajar seus relacionamentos saudáveis com outras mulheres, ou vai ficar com ciúmes de amizades normais e bíblicas? Ele vai ajudar você a aconselhar mulheres mais jovens e ser grato quando às mulheres mais velhas aconselharem você, ou ele vai depreciar essa prática? Não sacrifique muitos bons relacionamentos por causa de um rapaz que não consegue valorizar as pessoas que amam você. Como seu namorado vai agir após os votos matrimoniais? Esta é apenas uma amostra das formas que um marido pode abençoar ou amaldiçoar sua esposa. Os efeitos são de longo alcance, de longa duração, e podem ser maravilhosos ou difíceis. É verdade, não há homens perfeitos. Mas há grandes homens. E é melhor estar solteira ao longo da vida do que casar com alguém que irá tornar sua vida um fardo. A solteirice pode ser ótima. O casamento com a pessoa errada é um pesadelo. Eu já presenciei um pastor que precisou chamar a polícia para proteger a esposa de um marido que estava, no estacionamento da igreja, tentando impedi-la de cultuar e estar com sua família. Isto é feio. Não esteja tão desesperada para se casar a ponto de deixar que seu casamento seja uma tristeza. Se você estiver em um casamento infeliz, existem maneiras de obter ajuda. Mas se você não é casada, não se coloque nesta situação. Não se case com alguém cuja liderança você não pode seguir. Não se case com alguém que não está buscando amá-la como Cristo amou a igreja. Case-se com alguém que conhece e demonstra o Amor de Cristo. 

 Este post é uma tradução de um artigo de Rebecca VanDoodewaard publicado originalmente no Blog “The Christian Pundit“, traduzido e re-publicado com permissão da autora. *Rebecca VanDoodewaard é dona de casa, editora free-lancer e escritora. Ela é esposa do Dr. William VanDoodewaard, ministro da Associate Reformed Presbyterian Church e professor de História da Igreja no Puritan Reformed Theological Seminary, com quem tem 3 filhos. O casal bloga no “The Christian Pundit”
** Tradução: Arielle Pedrosa

Qual o maior encorajamento que ouviu como uma jovem mãe?




Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/

A Cabana

(Não Entre na Cabana) Tim Keller – A Cabana desconstrói a santidade e transcendência de Deus

 Fonte: Voltemos ao Evangelhohttp:


Tim Keller – A Cabana desconstrói a santidade e transcendência de Deus

Passadas as festas de fim de ano eu li uma boa (e devastadora) resenha do livro A Cabana de William P. (Paul) Young na mais recente edição impressa de Books and Culture: A Christian Review (Livros e Cultura: Uma Resenha Cristã) (Jan/Fev 2010). Foi um lembrete de que eu era uma das últimas pessoas no planeta que não tinha lido o livro. Então eu li. Então por que escrever um post sobre isso? Esse livro vendeu mais de 7.2 milhões de cópias em pouco mais de 2 anos, desde junho de 2009. Com números assim, o livro certamente exerce alguma influência sobre a imaginação religiosa popular. Então ele merece uma resposta. Isto não é uma resenha, mas apenas algumas impressões.
No coração do livro há um nobre esforço de ajudar pessoas modernas a entender por que Deus permite o sofrimento, usando a voz narrativa. O argumento que Young faz em várias partes do livro é este: Primeiro, o mal deste mundo e o sofrimento são resultado de nosso abuso do livre arbítrio. Segundo, Deus não preveniu o mal para cumprir algum bem maior e glorioso que os humanos não conseguem entender agora. Terceiro, quando ficamos rancorosos com Deus por causa de uma tragédia específica nós nos colocamos no assento de ‘Juiz do mundo e Deus’, e nós não somos qualificados para tal trabalho. Quarto, nós devemos ter uma ‘perspectiva eterna’ e ver todo o povo de Deus em alegria em sua presença para sempre. (O pai na história tem uma visão de sua filha falecida vivendo em alegria na presença de Cristo, e isso cura seu pesar). Isso tudo é na verdade teologia simples, ortodoxa e pastoral (apesar de ser um pouco pesada demais na ‘defesa do livre arbítrio’). Ela é tão acessível aos leitores por causa de sua voz narrativa. Eu li muitos relatos de semicrentes e não-crentes afirmando que este livro deu a eles uma resposta para suas maiores objeções à fé em Deus.
Contudo, espalhado por todo o livro, a história de Young mina diversas doutrinas cristãs tradicionais. Muitos se envolveram em debates sobre as crenças teológicas de Young, e eu tenho minhas próprias fortes preocupações. Mas eis aqui meu problema principal com o livro: Qualquer um que for fortemente influenciado pelo mundo de A Cabana estará totalmente despreparado para o Deus mais multidimensional e complexo que se conhece na verdade quando se lê a Bíblia. Nos profetas, o leitor irá encontrar um Deus que está constantemente condenando e prometendo julgamento sobre seus inimigos, enquanto que as Pessoas do Deus-Triúno de A Cabana repetidamente nega que o pecado é qualquer ofensa contra elas. O leitor do Salmo 119 é cheio de deleite nos estatutos, decretos e leis de Deus, enquanto que o Deus de A Cabana insiste que ele não nos dá nenhuma regra ou sequer tem qualquer expectativa quanto aos seres humanos. Tudo o que ele quer é relacionamento. O leitor das vidas de Abraão, Jacó, Moisés e Isaías irá aprender que a santidade de Deus torna sua imediata presença perigosa e fatal a nós. Alguém pode dizer o contrário (como Young parece fazer na página 192) dizendo que por causa de Jesus, Deus é agora apenas um Deus de amor, tornando obsoleta toda a conversa de santidade, ira e lei. Mas quando João, um dos amigos mais próximos de Jesus, muito após a crucifixão vê o Cristo ressurreto em pessoa na ilha de Patmos, João ‘caiu a seus pés como se estivesse morto’ (Apocalipse 1:17). A Cabana efetivamente desconstrói a santidade e transcendência de Deus. Simplesmente não está lá. Em seu lugar está um amor incondicional, ponto. O Deus de A Cabana não tem nada do equilíbrio e da complexidade do Deus bíblico. Meio Deus não é Deus nenhum.
Há outro texto moderno que procurou transmitir o caráter de Deus através de uma história. Ele também tentou ‘encarnar’ a doutrina Bíblica de Deus de uma maneira imaginativa que transmitiu o coração da mensagem bíblica. Aquela história continha uma figura de Cristo chamada Aslam. Contudo, diferentemente do autor de A Cabana, C.S. Lewis tinha sempre o ciudado de manter a tensão bíblica entre o amor divino e sua esmagadora santidade e esplendor. Na introdução de seu livro O Problema do Sofrimento, Lewis citou o exemplo do texto infantil O Vento nos Salgueiros onde dois personagens, Rato e Toupeira, se aproximam da divindade.
“Está com medo?” murmurou o Rato, com seus olhos brilhando com amor indizível. “Com medo? Dele? Ah, nunca, nunca. E ainda assim… ainda assim… Ah, Toupeira, eu estou com medo.”
Lewis procurou levar isso em muitos lugares através dos contos de Nárnia. Uma das mais memoráveis é a descrição de Aslam.
“Seguro?… Quem falou em segurança? É claro que não é seguro. Mas ele é bom. Ele é o Rei, isto lhe digo!”
Assim é melhor.
Por Tim Keller © 2011 The Gospel Coalition | thegospelcoalition.org
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Resenha do Livro Mulheres da Palavra


Meninas, esta é uma leitura que não podemos deixar de ler!!!! 👀📙🌷🌹


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Como estudar a Bíblia com nossa mente e coração

Você está à procura de um livro escrito especialmente para mulheres, que possa orientar na leitura da Palavra de Deus? “Mulheres da Palavra” é a resposta. As instruções de Jen Wilkin são fáceis de seguir, e ajudam a perseverar no estudo proveitoso da Bíblia. Conheça mais detalhes lendo a resenha escrita por E. Bratcher para o site 9Marks.
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As mulheres cristãs muitas vezes conversam sobre os afazeres domésticos, a educação dos filhos ou o casamento. Todos esses são temas importantes para considerar, mas muitas vezes as mulheres deixam a teologia, o estudo de Deus, apenas para seus pastores, líderes espirituais e maridos. Talvez seja assim porque elas consideram não ser esse seu “papel” ou sua vocação espiritual, ou simplesmente porque nunca consideraram a questão. Outras, talvez, confiam em Cristo e amam o Senhor, mas não veem proveito em estudar pessoalmente a Bíblia; afinal de contas, elas ouvem a Palavra de Deus pregada do púlpito todas as semanas. Muitas podem considerar assustadora a tarefa de estudar a Bíblia de capa a capa, especialmente diante de outras responsabilidades que lhes foram confiadas por Deus.
Se eu for ser honesta comigo mesma, penso que me identifico com o último grupo. Sou cristã a menos de uma década, e abençoada (e ocupada!) com um marido que está cursando uma pós-graduação e três filhos pequenos. Ainda essa semana, sentei-me com um grupo de mulheres cristãs, cuja idade variava de avós de cabelos prateados a grávidas com seus vinte e poucos anos. Em resposta a um dos rumos que nossa conversa tomou, uma das mulheres, situada em algum ponto desse amplo leque de idades, disse algo assim: “Até parece que algumas de nós têm apenas um ou dois itens na sua lista de coisas a fazer”. E todas nós rimos. Com gosto. Isso porque, evidentemente, a vida de uma mulher cristã é bem ocupada. As responsabilidades com família, trabalho, ministério, e outras mais, parecem impedir qualquer possibilidade de incluir algum tempo de estudo, e especialmente um estudo abrangente da Bíblia, de capa a capa. Afinal de contas, a Bíblia de estudo que eu uso tem cerca de 3.000 páginas. Isso representa muito para estudar!
No entanto, quando olhei em volta e vi todas aquelas mulheres que riam de suas listas de afazeres loucamente longas, eu percebi que a vida, possivelmente, fará com que sempre nos sintamos muito ocupadas. Talvez essa não seja uma boa desculpa para não cavar a Palavra de Deus de maneira significativa. Ainda assim, a tarefa parece descomunal.
Um livro para aprender a estudar a Bíblia
É aqui que Jen Wilkin e seu pequeno livro Mulheres da Palavra entram em campo. Palestrante, escritora e líder de grupos de estudo bíblico para mulheres, ela escreve na introdução de seu livro que ele é para as mulheres que “estão prontas para enfrentar definitivamente a montanha de sua compreensão fragmentada das Escrituras” (p. 21).
Wilkin defende de modo convincente o aprendizado do estudo da Bíblia, que ela define como um movimento constante em direção ao conhecimento e compreensão. Quando não levamos tão a sério quanto deveríamos nossa leitura da Bíblia, o resultado pode ser devastador. Ela escreve: “Em vez de agir como sal e luz, nós nos tornamos uma contribuição insípida para o ambiente em que vivemos e que moldamos, sem distinção daqueles que nunca foram transformados pelo evangelho” (p. 54). Em outras palavras, o risco é alto. A glória de Jesus Cristo está em jogo.
A abordagem da bolinha de fliperama
Jen Wilkin lista algumas abordagens limitadoras na leitura da Bíblia, entre as quais a abordagem Alprazolam, que trata a Bíblia como um livro para nos fazer sentir melhor, e a abordagem da bola mágica, que trata a Bíblia como uma bola de cristal: chacoalhe, abra ao acaso e encontre as respostas para as perguntas mais difíceis da vida! Serei honesta mais uma vez. Eu sei fazer algo melhor, ensinaram-se e me discipularam para fazer algo melhor, mas estou praticando atualmente aquilo que Jen Wilkin chama de abordagem da bolinha de fliperama: estou me movendo de alguns capítulos de Êxodo para um versículo ou dois nos Salmos e depois para algumas boas passagens em Filipenses, sem ligação nem razão reais.
Todas essas abordagens, cada uma delas uma espécie de “catar as cerejas da cobertura” na Bíblia, levam a uma visão limitada de Deus e da vida cristã. Uma forma de tratar o problema é ter um plano definido para a leitura da Bíblia.  Jen Wilkin tem esse plano. Se você é um fã de aliteração, você irá gostar ainda mais desse plano, pois ela o chamou de os “Cinco Ps do Estudo Saudável”.
Os “Cinco Ps” do estudo saudável
Jen Wilkin sugere que você Estude com Propósito, tendo em mente o grande quadro da Bíblia ao ler determinados capítulos ou versículos. Ela pede também que você Estude com Perspectiva, pesquisando o contexto, e Estude com Paciência, aplicando esse fruto do Espírito tanto para matar as ervas daninhas que atrapalham o crescimento na compreensão da Bíblia quanto para esperar que o estudo produza frutos.
A autora continua a apresentar seu plano, e entra em detalhes mais específicos, em Estude com Processo. Basicamente, ela recomenda três perguntas para guiar o processo: “O que o texto diz?”, “O que o texto significa?” e “Como o texto deve me transformar?”. Por último, ela recomenda que você Estude com Oração e, acrescento aqui um sexto P como bônus, aquilo que eu chamaria de Estude com Pessoas.
Uma conclusão desafiadora
O livro conclui com uma afirmação que é ao mesmo tempo um desafio e um grito de guerra: as mulheres, como todos os seres humanos, conformam-se à imagem de quem elas contemplam.
Quando estava no oitavo ano, Jen Wilkin desejava ser como sua amiga Meg, que tinha cabelos loiros. Para isso, ela prestou atenção na amiga, comprou roupas como as dela e ajustou sua maneira de falar para parecer-se com ela. Como cristãs, também somos chamadas a ser imitadoras, não da Meg, mas do encantador e precioso Cristo, o Filho de Deus. Para fazer isso, precisamos estudar ativamente o nosso Deus. Neste sentido, Jen Wilkin escreve: “Não acordaremos daqui a dez anos e descobriremos que adquirimos passivamente o caráter de Deus” (p. 176).
Isso me atinge em cheio, especialmente na minha busca de ser uma boa mãe, uma boa esposa, luz para o mundo e digna da vocação que recebi.
Mulheres da Palavra é um livro que não só convence as leitoras da necessidade absoluta de conhecerem a Deus por meio do estudo da Bíblia, mas também oferece um plano acessível para corrigir essa lacuna. Jen Wilkin termina indo um passo além e oferecendo uma visão do que acontecerá se as mulheres cristãs se tornarem leitoras fiéis de da Palavra de Deus. “Estude bem os contornos do rosto de Deus”, escreve ela. “Deixe que a contemplação de Sua beleza toque sua mente e coração. E seja transformada” (p. 179).

Original da resenha: 9Marks

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