Valeu a pena. por Nelson Galvão




Os comunistas organizaram um Congresso de todos os grupos cristãos no edifício do nosso Parlamento. Ali estavam quatro mil padres, pastores e ministros de todas as denominações. Esses quatro mil padres e pas­tores escolheram Joseph Stalin como presidente hono­rário do Congresso. Ao mesmo tempo era presidente do Movimento Mundial dos Ateus e assassinos dos cristãos. Um após outro, bispos e pastores se levantou no nosso Parlamento e declararam que Comunismo e Cristianis­mo são fundamentalmente a mesma coisa e podiam muito bem coexistir. Um após outro, os ministros ali presentes pronunciaram palavras laudatórias ao Comu­nismo e asseguraram ao novo governo a lealdade da Igreja.
Minha esposa e eu estávamos presentes. Ela, sen­tada junto a mim, dizia-me: "Ricardo, levanta-te e lava esta vergonha que estão atirando à face de Cristo! Eles estão cuspindo no Seu rosto". Respondi-lhe: "Se eu assim proceder, você perderá seu marido". Ela atalhou: "Não quero ter um marido covarde".
Então me levantei e falei ao Congresso, exaltando não aos matadores de cristãos, mas a Cristo e Deus, e afirmei que nossa lealdade é devida em primeiro lugar ao Senhor. Os discursos nesse Congresso estavam sendo irradiados; por todo o país se ouvia a proclamação do Evangelho, feita da tribuna do Parlamento comunista! Depois tive de pagar por isto, mas valeu a pena![1]

Esse é o relato do pastor romeno Richard Wurbramd, fundador da Missão A Voz dos Mártires. Na ocasião (1944), a Romênia estava sob ocupação da ex-União Soviética e sofria a imposição política e cultural do Comunismo Stalinista. Quando Wurbramd disse que teria que pagar por isso, ele se referia a todas as atrocidades que teriam que enfrentar por conta do Evangelho. O pastor romeno foi preso, e permaneceu nessa condição por volta de 25 anos. Durante esse período foi espancado e torturado, tendo até mesmo os pés atrofiados como resultado da violência sofrida. A esposa de Wurbramd também foi presa e forçada a trabalho escravo. Mas o que me chama mais a atenção é a expressão final: “valeu a pena”! Como assim? Como pode alguém ser vítima de tamanha crueldade e depois ainda dizer que valeu a pena?
A resposta para esta pergunta está nas Escrituras. Em Filipenses 1.12-26, o texto que trabalhamos na semana passada, Paulo afirma que Deus usa os sofrimentos para que Cristo seja anunciado e exaltado, e que, por fim, nos receberá em Seu Reino sem lágrimas. O texto que nos debruçaremos hoje é Filipenses 1.27-30, a sequência do anterior. Nesse texto Paulo exorta aos Filipenses a proceder de tal forma, diante do sofrimento pelo Evangelho, que Cristo seja exaltado.
A exortação de Paulo em Fl 1.27 é que os crentes filipenses se portassem de forma digna do Evangelho. É curioso que não é a primeira vez que Paulo menciona o Evangelho na carta ao Filipenses. Ele afirmou que: (1) os filipenses cooperavam na causa do Evangelho (1.5); (2) participavam com ele na defesa e confirmação do Evangelho (1.7); (3) os sofrimentos contribuíam para o avanço do Evangelho; (4) havia sido preso para a defesa do Evangelho (1.16).
Perceba a centralidade do Evangelho na vida de Paulo. É por isso então que ele exorta os filipenses: “vivam de forma digna do Evangelho”! Mas, o que isso significa? Veja na continuidade do texto que ele explica.  Viver de forma digna do Evangelho significa que, mesmo diante das aflições:

1-      Permanecemos firmes num só espírito;
2-      Combatemos juntos com uma só alma pela fé do Evangelho;
3-      Em nada estamos atemorizados pelos adversários.

Como? Como se manter firme diante das aflições por conta do Evangelho? Paulo responde em seguida. Ele afirma que o sofrimento pelo Evangelho é visto pelos opositores como expressão de derrota, mas na verdade, é uma evidência de salvação! Paulo explica melhor. Ele usa uma palavra incrível: “concedido”. Essa é a mesma palavra que ele usa em Efésios 2.8, onde diz: “pela graça sois salvos”. O que Paulo está indicando aqui? Deus, de forma graciosa, nos concede a salvação por meio de Cristo e, da mesma forma, de maneira graciosa, nos concede o sofrimento por Cristo.
O que isso significa? No mundo ocidental as liberdades individuais são asseguradas por lei. Entretanto, isso não significa que os verdadeiros cristãos são isentos de aflições por conta da sua fé no Evangelho. Alguns são ridicularizados nas universidades, outros perdem amigos, ainda outros, trabalho. Sim, aqueles que não flexibilizam a sua fé para ser palatável ao statu quo são personas non gratas (vide cristãos que têm se posicionado contra o aborto, homossexualismo, divórcio, etc). Talvez você mesmo esteja passando por uma situação de dificuldade por conta de seu posicionamento firmemente bíblico.
Diante dos desafios que o mundo ocidental apresenta para os verdadeiros cristãos, somos estimulados a viver de forma digna do Evangelho; i, é, permanecer firmes, unidos e com coragem. Essa maneira de viver digna do Evangelho só é possível com o entendimento de que o sofrimento pelo Evangelho faz parte da manifestação da graça de Deus para com os salvos, ao conduzi-los a apontar para Cristo. Em outras palavras, o sofrimento pelo Evangelho é um privilégio dado a mim e a você, pela graça de Deus, a fim de que apontemos para Cristo. No fim, pela mesma graça que nos conduziu ao sofrimento e em meio ao sofrimento, diremos: Valeu a pena!

Nelson Galvão



[1] Richard Wurbramd. Torturado por amor a Cristo. p. 11





Nelson é casado com Simone desde 1997 e eles têm um filho. Ele é formado em História e Teologia, pós-graduado em Administração Escolar e mestre em Educação (PUC-SP). Atualmente faz mestrado em Teologia do Novo Testamento no Seminário Bíblico Palavra da Vida- Atibaia, SP. 
Atua como diretor pedagógico do ministério Pregue a Palavra, como coordenador do grupo do Pregue a Palavra de Cuba e como professor convidado da Escola de Pastores PIBA.

Hospitalidade 2. Como o coração hospitaleiro interrompe a hostilidade entre a sogra e a nora. por Diane Ellis




Meu marido, Mark, gosta de história, e atualmente está lendo sobre alguns costumes da tribo sioux. Os índios dessa tribo não permitiam que a sogra conversasse com sua nora. Se ela quisesse comunicar algo, ela teria que falar, ou com seu filho ou com o irmão da nora, para comunicar com a nora, e vice-versa. Porque? Para evitar conflitos entre as duas mulheres.

Este conflito entre sogra e nora é inevitável? Porque as sogras têm essa fama desagradável? Quando Deus me abençoou com três meninos pequenos, já comecei a orar que Deus me ajudasse ser uma boa sogra. Somente pensar que eu passaria pela fama da sogra me deu pavor. Atualmente tenho três noras, com a possibilidade de mais uma, e dez anos de experiência como sogra. Tem sido um mar de rosas, sim, com as flores lindas e os espinhos doloridos. Hostilidade entre sogras e noras nem deveria existir na família de Deus, no Corpo de Cristo. Se levamos a sério a exortação em 1 Cor 13.4-7, não abriremos uma brecha para o inimigo criar barreiras entre as pessoas da família de Deus. “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.” Será que sogras e noras são uma exceção?

Porque a hostilidade é tal comum entre sogras e noras? Em parte, existe pelas inseguranças das duas: “ela não vai gostar de mim”, ou “ela vai tentar controlar minha vida”. Mas em parte, existe por que esquecemos que nossas noras ou sogras também são pessoas que merecem graça e perdão. Pensamos que no caso delas, temos o direto de guardar magoas em vez de perdoar, que somos justificadas em pensar o pior em vez de pensar o melhor sobre ela.

O que a hospitalidade tem a ver com o relacionamento entre uma sogra e sua nora? Como você recebe essa mulher única na sua casa, na sua vida? Você a recebe com o amor de Cristo? Hospitalidade é um estilo de vida que procura ministrar graça nas vidas de outras, então hospitalidade verdadeira vai acabar com a hostilidade entre uma sogra e sua nora.

Percebo agora que ninguém me preparou para ser nora. Me lembro com tristeza como eu me sentia como recém-casada. Não apreciava que a minha sogra queria fazer parte da vida da nossa nova família. Não expressava amor genuíno como deveria. A vi como ameaça, como alguém intrometida, não como a pessoa que investia sua vida na criação do meu marido e gostaria de investir na nossa vida como casal para que fossemos um sucesso. Não a enxerguei como uma mulher mais idosa de Tito 2:3-5 que poderia me ajudar melhor a amar meu marido e filhos e fortalecer meu casamento. Não valorizava os presentes que ela deu para seus netos, como valorizava os presentes dados por meus próprios pais. Era egoísta e defensiva, em vez de ser alguém com coração aberto e amoroso. E o mais triste de tudo é que me justificava nessas atitudes pecaminosas. Eu me pergunto, porque as noras aceitam essas atitudes dentro de si mesmas? Acho que em grande parte, é por causa do engano que facilmente nos pega desde o princípio. Devemos reconhecer nossa imaturidade e egoísmo quando pecamos e pedir para Deus nos renovar. 

Como mudou minha perspectiva uma vez que me tornei sogra. Com todo o meu coração, meu desejo é poder ajudar e encorajar minhas noras. De todas as mulheres no mundo, as pessoas que eu mais quero investir são a minha filha e as minhas noras. Claro que eu quero o sucesso do casamento do meu filho; quero seu sucesso na criação dos meus netos; quero o seu sucesso na administração do seu lar; quero que meus filhos sejam felizes com suas esposas. Agora entendo que não era diferente com a minha sogra. Mas não queria admitir naquele momento que ela poderia ser uma pessoa com boa vontade e muito amor.

Mas estou aprendendo a ser mais sensível com as minhas noras. Elas não são como eu, não tem a mesma criação, a mesma cultura. Então tenho que ajustar as minhas expectativas como sogra. Podemos mostrar graça e abertura ainda que elas sejam diferentes de nós? Podemos entender que não é fácil para as noivas aceitarem as diferenças entre nossas famílias? Podemos estender paciência e amor sem julga-las com olhos críticos? Porque não? Não somos as mulheres mais maduras, mas preparadas a mostrar o amor de Cristo?

Recentemente comecei a estudar o livro de Rute, procurando lições sobre este relacionamento único entre sogra e nora. Certamente este livro tem muito para nos ensinar. As duas noras da Noemi foram moabitas. Já pensou? Noemi, sendo judia de Judá certamente quis que os filhos se casassem com judias. Tiveram costumes e culturas diferentes. Mas pelo relacionamento que desenvolveu, é óbvio que Noemi recebeu suas noras com amor incondicional, como suas próprias filhas. No livro, quantas vezes Noemi as chamou “minha filha”! (1.11, 12, 2:2, 8, 22, 3:1, 16, 18) Minha querida sogra, você pode ser igual? Impossível é ter uma nora que seja mais experiente que você, então ela vai ser menos madura que você. Ela vai conhecer menos que você sobre quase tudo. Provavelmente vai sentir insegura para contigo. Vai querer demonstrar que ela é capaz. E quando ela mostrar essas inseguranças, na maneira de falar, de reagir, de se afastar, você pode mostrar paciência e graça e “piscar” nas fraquezas dela, em vez de julgar e criticar?

Do outro lado, Rute aceitou Noemi como sua mãe e aprendeu dela. Ela aceitou as orientações da Noemi quando não sabia como agir em novas circunstâncias. Ela foi humilde, mansa e respeitosa; expressou sua fé através de se colocar em situações estranhas e até perigosas, porque confiou na sua sogra, como quando Noemi falava para Rute se deitar nos pés de Boaz. Posso me imaginar dizendo, “Você é louca?” Querida nora, você tem uma atitude humilde para com sua sogra? Ou você fica indignada quando ela oferece orientações e sugestões, ou até ordens? Respeito não significa que tem que seguir suas orientações, mas temos a obrigação de manter nossa atitude santa diante de Deus.

Noemi não foi egoísta. Ela poderia ter sentido que as suas noras tiveram a obrigação de cuida-la na velhice como viúva. Mas ela abriu mão, tentando convence-las para voltarem às casas das suas mães. (1.8) Minha sogra, você pode abrir mão dos seus diretos? Ou suas noras percebem no seu comportamento uma cobrança?

Noemi estava cheia de gratidão e benção (1.8-9). Querida, quando foi a ultima vez que você abençoou sua nora? Você expressa gratidão para com ela? Gratidão faz toda a diferença!

Rute cuidou das necessidades da sua sogra por procurar trabalhar duramente no campo. Não temos nenhuma indicação no texto que ela teve ressentimentos por isso. Era uma mulher de caráter nobre, sem egoísmo (3.13). Quando seu filho nasceu, Rute não foi possessiva. Ela estendeu para sua sogra o privilégio de cuidar e influenciar seu filho. E você, querida? Você tem ciúmes da sua sogra ao ponto de negar que ela cuide do seu filho? (4.16) Claro que temos que proteger nossos filhos de más influencias, mas infelizmente é muito fácil confundir diferenças como más influencias.

Deus usou Rute para renovar a vida triste da sua sogra. E você, querida nora? Sua sogra tem que brigar contigo para ter tempo com você e com seu marido e seus filhos? Ou você é generosa com seu tempo? Depois dos meus filhos casarem, percebi como é importante abrir mão de deixar nossos maridos passarem tempo com seus pais, sem ressentimento. Norinha, pode presentear sua sogra assim? Ou você é possessiva? Ciumenta? Ressentida?

No outro lado, Noemi foi accessível. Quantas sogras hoje em dia não separam tempo para investir nos seus netos, filhos e noras. Você dedica sua vida na sua herança? Ou você gasta seu tempo na sua própria vida?

Se houver constrangimento entre você e sua nora ou sogra,  como pode reestabelecer comunhão entre vocês duas? Vou compartilhar algumas dicas que tem me ajudado:

·        Entenda que conflitos vão acontecer. Isto é normal. São duas mulheres que amam o mesmo homem, mas em maneiras diferentes. Nora, você pode aceitar que o amor da sogra é muito profundo para com seu filho. Se você amar sua sogra, ela pode se tornar uma amiga para sempre. Crie amizade com ela em vez de criar inimizade.
·        Sogra, reconheça que há uma perda quando seu filho casar-se—você investiu sua vida na vida inteira do seu filho, mas agora chegou a hora de soltar as cordas. Passe pelo desafio, e chegue ao lugar de aceitar essa mudança.
·        Vocês duas, façam já o compromisso para perdoar as ofensas, seja o que for. Esteja pronta para ouvir e tarde para condenar. Não deixe as diferenças entre famílias criarem magoas. Resolvam os conflitos!
·        Lembre-se que o amor cobre muitas transgressões. Seja amorosa, especialmente para ela, não apesar dela!
·        Norinha, deixe sua sogra ensina-la certas coisas (cumprir Tito 2) e seja grata que você tem alguém que pode a ensinar como deixar seu marido mais feliz. Sei que pode tirar quase todas as dúvidas na internet, mas sua sogra quer ajudar. Interprete isso através das lentes de amor, não de autodefesa. Ouça—seja sabia e humilde, seguindo o padrão do Cristo.
·        Sogra, não pressuponha! Pergunte! Tira as duvidas em vez de chegar nas conclusões erradas. Ela é nova, mas quer exercer sua independência; dê para ela espaço para tomar suas próprias decisões. Não insista que ela seja como você. Seja madura! Tome a iniciativa de amar, e se não aceitar sua orientação, não leve isso como falta de amor.
·        Nora, convide sua sogra para sua casa e para entrar no seu mundo e na sua vida, como hospitaleira que quer servir e ministrar. Ela também quer ser amada. E lembre-se que se você tem meninos, um dia será você, como sogra. Você quer que sua nora trate você da mesma maneira que você trata sua sogra? E sogra, espere por ela convida-la para entrar na sua vida. Tenha paciência! Será recompensada!
·        Aceita que sua sogra é uma pessoa de boa vontade. Os motivos dela não são ruins! Perdoe ela diariamente pelas maneiras que ela ultrapassa seus limites. Provavelmente ela nem sabe que estes limites existem!
·        Trate seu próprio coração: seja ciúmes, raiva, tristeza ou magoas. Expresse gratidão e apreciação uma pela outra!

O fato que o livro inteiro de Rute destaca este relacionamento único mostra sua importância. Abre seu coração para essa nova pessoa na sua família, minha querida! Mostre a graça, perdão e amor do evangelho através deste relacionamento. Deixe o Espírito Santo tirar do seu coração o pecado que você encontra aí com respeito a ela. Vamos acabar com essa fama negativa, e propor uma nova fama, de amor, aceitação e misericórdia!

Diane Ellis

Confira o 1 texto da série "Hospitalidade":




 Missionária americana servindo a mais de 20 anos no Brasil. Casada com o pr. Dr. Mark Ellis e mãe de cinco filhos, 3 noras e 8 netos. Seu ministério foca o mentoreio de mulheres mais novas. Diane é escritora do blog Mulher da Palavra e da palestras em igrejas sobre feminilidade bíblica.




As lágrimas e o avanço do Evangelho, por Nelson Galvão



“Nas audiências subsequentes, fui acusado de manter assembleias e reuniões ilegais e de não conformar-me ao culto nacional da Igreja da Inglaterra. Depois de alguma discussão com os oficiais da lei, eles consideraram minha conduta honesta para com eles como uma confissão, de acordo com o que chamavam, da acusação pronunciada contra mim e setenciaram-me à prisão perpétua porque recusei conformar-me. Sendo deixado nas mãos do carcereiro, fui levado de casa à prisão, onde tenho estado por doze anos completos.  Durante todo este tempo esperei ver o que Deus permitiria que esses homens fariam comigo. Pela graça, tenho continuado nestas circunstâncias com muito contentamento, embora tenha enfrentado muita peleja e provação vindas do Senhor, de Satanás e de minha própria corrupção.”[1]

Este é o depoimento de Jonh Bunyan (1628-1688) a respeito do período que ficou preso. Bunyan foi um pregador puritano batista, nascido na Inglaterra. Viveu na época imediatamente após a revolução gloriosa, de Oliver Crown, quando o Rei Carlos II proibio o culto de qualquer religião que não fosse a Anglicana. Por pregar o Evangelho, Bunyan ficou preso por 12 anos. Durante sua prisão escreveu o livro que se tornou um clássico da literatura cristã: “O peregrino”. Além deste, escreveu muitos outros como “Graça abundante ao principal dos pecadores” e “As guerras da famosa cidade de Almahumana”.

Você já passou alguma situação difícil por conta do Evangelho? Talvez uma situação na Universidade, ou até mesmo entre familiares não crentes, quem sabe entre amigos, ou no trabalho. Como você reage diante dos sofrimentos, dificuldades, especialmente, aqueles provocados pelo Evangelho?

A carta de Filipenses foi escrita por alguém que, assim como Bunyan, também esteve preso, Paulo. Em 60/61 d.C, Paulo estava preso em Roma (At 28). Esta era a época do imperador Nero. Na prisão, Paulo escreveu a carta aos Filipenses, uma das Igrejas que ele plantou em sua 2ª viagem missionária, por volta do ano 51 d.C. Nessa carta Paulo afirma ao Filipenses que a satisfação em Cristo contribui para o crescimento do Evangelho.

Agora, veja o trecho de Fl 1.12-26. Nesse texto Paulo menciona sua prisão. O mais curioso é o entendimento de Paulo a respeito da dificuldade pela qual ele estava passando. O seu entendimento era que Deus usa as circunstâncias na vida do crente para o avanço do Evangelho. Em outras palavras, existe uma relação muito próxima entre lágrimas e avanço do Evangelho.  

O apóstolo encarcerado em Roma identificou os resultados de sua prisão:

1-  A guarda pretoriana e os demais ouviram o Evangelho – v. 13 (c.f Fl 4.22 – “todos os santos vos cumprimentam, principalmente os da casa de Cesar”).
2-  Os irmãos foram encorajados a pregar a palavra do Senhor sem medo – v. 14.
3-  Alguns pregavam com motivações erradas, mas Cristo estava sendo anunciado – v. 15-17.

Incrível! Deus, de maneira soberana, usou a insanidade de um imperador sádico como Nero, para o avanço do Evangelho.

Isso me diz que Deus, de forma graciosa, nos concede a fé para a salvação e nos da o privilégio de sofrer pelo Evangelho.  Nas palavras de John Piper:

“Deus determina que o sofrimento de seus embaixadores é um componente essencial no triunfo da propagação das boas-novas entre todos os povos do mundo”.[2]

Agora perceba que do v. 18 em diante, Paulo menciona sua reação diante do sofrimento da prisão. Paulo entendia que seu sofrimento contribuía para o avanço do Evangelho. Dessa forma, ele reagiu:
  
1- Com alegria – v.18 – Sua alegria estava no fato de que Cristo estava sendo anunciado.

2- Com expectativa – v.19,20 – Sua expectativa estava em que Cristo fosse engrandecido, seja na sua vida, ou morte.

3- Com convicção – v. 21-26 – Sua convicção era que sua vida era útil aos santos e sua morte era ganho para ele, porque ele iria se encontrar com Cristo.

Como é possível enfrentar as lágrimas sem que elas nos afoguem? Com o entendimento de que, de alguma forma, Deus as usará para que Cristo seja anunciado, exaltado e, por fim, nos receberá em Seu Reino sem lágrimas.

O livro que Bunyan escreveu, “O Peregrino”, é o livro mais lido em todo o mundo, depois da Bíblia. Na China, mesmo de maneira clandestina, chegou-se a produzir e distribuir 200 mil cópias. Tem servido de edificação e encorajamento para milhares de pessoas ao longo dos anos. Deus usa as circunstâncias na vida do crente para o avanço do Evangelho!

Nelson Galvão



[1] BUNYAN, John. Graça abundante ao principal dos pecadores. Ed. Fiel. p. 147
[2] John Piper. Completando as aflições de Cristo. p. 16.





Nelson é casado com Simone desde 1997 e eles têm um filho. Ele é formado em História e Teologia, pós-graduado em Administração Escolar e mestre em Educação (PUC-SP). Atualmente faz mestrado em Teologia do Novo Testamento no Seminário Bíblico Palavra da Vida- Atibaia, SP. 
Atua como diretor pedagógico do ministério Pregue a Palavra, como coordenador do grupo do Pregue a Palavra de Cuba e como professor convidado da Escola de Pastores PIBA.

A figurinhas escondidas. por Bianca Bonassi Ribeiro



O principal objetivo desse artigo é apresentar ou relembrar que Deus é um excelente professor. Ele possui didática[1] fantástica e usa conexões entre nosso dia a dia e a Palavra D’Ele. Isso porque é um Deus criativo para ensinar como devemos viver e testemunhar Sua Glória. Portanto, minha oração é que eu e você vejamos a beleza dessas conexões diárias e aprendamos a descansar no caráter, soberania e poder de nosso Deus e Pai.
Há pouco mais de um mês, Luciano chegou em casa com dois álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. Um para cada filho e assim, foi dado o pontapé inicial para eles entrarem no “clima Copa do Mundo”. Desde então, nossos filhos podem abrir um pacotinho de figurinhas por dia, de acordo com alguns “combinados” pré-estabelecidos.
No entanto, os meninos têm acesso visível apenas a 4 ou 6 pacotinhos,  quantidade suficiente para dois ou três dias. Esses pacotinhos de figurinhas ficam num armário. O restante dos pacotes o Luciano esconde, isso porque o pai quer que eles valorizem cada pacotinho diário. Se os meninos virem uma quantidade enorme de pacotes de figurinhas perde a graça.
Nesse projeto de pai e filhos, meu papel é de “bandeirinha”, fico nas laterais e vez ou outra apito na brincadeira. Porém, quando nossos filhos percebem que só resta um pacotinho para cada um desenvolvem um processo de ansiedade porque acham que não vão conseguir completar o álbum. Eles não sabem que existem pacotinhos escondidos. Um deles, mais ansioso fica a todo momento pedindo para o pai sair para comprar figurinhas na banca, apela para eu intervir junto ao pai e apresenta toda aquela preocupação se terão ou não figurinhas para o dia seguinte. Diante desse cenário tenso,  as respostas do pai (Luciano) são sempre as mesmas: “relaxa, amanhã vai ter figurinhas”; “não vou sair para comprar figurinhas agora”; “você está muito preocupado”.
A bandeirinha (eu) vendo a ansiedade deles falo: “você precisa aprender a confiar no seu pai, se ele disse que vai ter figurinha, é verdade”. Em momento algum, falamos que elas estavam escondidas. A brincadeira tornou-se um processo de aprendizagem para a vida. Nossos filhos precisam aprender a confiar e descansar na palavra do pai que foi o idealizador e líder do projeto: álbum de figurinhas Copa do Mundo. 
Na minha cabeça, eu fiquei pensando:
·         será que os meninos não conseguem perceber que o pai está mais interessado do que eles em ver o álbum completo? (Luciano curte figurinhas desde criança, já contou várias histórias para eles)
·         será que eles acreditam mesmo, que o pai daria algo que eles queriam (álbum) e não os ajudaria a completar?
·         Será que eu não tenho agido da mesma forma com o meu Pai, quando o assunto é finanças – provisão – sustento?
Essas perguntas me fizeram pensar na minha relação com meu Pai e me levaram à Palavra de Deus. Nosso país está em crise (espiritual, moral, política e econômica), as incertezas são muitas e nos últimos anos muitas mudanças. Nesse cenário, as “nuvens negras” atrapalham nossa visão e nos levam para longe da lógica de Deus. Por isso, devemos corrigir nosso foco de visão e aprendermos a confiar e descansar na Palavra do nosso Pai. Nesse raciocínio comecei a pensar sobre reação semelhante entre os Israelitas e Deus.
No passado distante, o povo de Israel foi liberto da escravidão do Egito de maneira poderosa. Deus enviou 10 pragas contra o Egito (nação poderosa e opressora) para demonstrar sua força e poder. Ele também preparou um líder para conduzi-los pelo caminho (Moisés), além de abrir o mar para que o povo atravessasse em segurança. Assim, deixou que os inimigos perseguidores morressem afogados e, quando finalmente o povo chegou ao deserto, Deus, mandou uma nuvem que durante o dia amenizava o calor e durante a noite iluminava e aquecia o povo (cf. Êxodo 1-15).  Mesmo assim, com todos esses sinais note o que o povo questionou, perceba a ansiedade dos Israelitas:
a) vocês [Deus, Moisés e Arão] nos trouxeram a este deserto para fazer morrer de fome toda esta comunidade? (Êx. 16.3b);
b) por que você nos tirou do Egito? Foi para matar de sede a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos? (Êx. 17.3b).
Ao que tudo indica, o povo de Israel estava realmente duvidando de que o Pai que deu início ao projeto: Liberdade da Escravidão, seria capaz de prover o básico (comida e água para humanos e animais). O povo estava ansioso se teria ou não provisão material. Mas o Pai, com sua didática infalível e muita paciência, providenciou o pão, mas o suficiente para um, no máximo dois dias. O restante Ele deixou escondido para que o povo aprendesse a confiar e descansar na Palavra do Líder e idealizador do projeto: Liberdade da Escravidão.
Disse, porém o Senhor a Moisés: Eu lhes farei chover o pão do céu. O povo sairá e recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia. Com isso os porei à prova para ver se seguem ou não as minhas instruções. No sexto dia trarão para ser preparado o dobro do que recolhem nos outros dias (Êx. 16.4-5 – grifo meu).
O Idealizador do projeto, o Pai, tinha um objetivo para esconder a provisão futura. O Pai estava mais interessado em completar o projeto Liberdade da Escravidão do pecado da ansiedade, do que simplesmente providenciar comida e água. Talvez você pense, mas eu não vivo no deserto, moro na zona urbana e nunca vi chover pão do céu. Mas, saiba que o Idealizador e Pai continua o mesmo e ainda tem como foco completar o mesmo projeto na vida de cada um de seus filhos: Liberdade da Escravidão. Isso porque a Palavra de Deus diz: 
Pois tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança (Rm. 15.4 – grifo meu).
Eu não sei em qual deserto você e sua família se encontram, mas eu sei em qual deserto eu e minha família nos encontramos. Se você é filho de Deus Pai, por meio do sacrifício de Jesus, na cruz, certamente você, assim como eu está em um deserto. Você de alguma forma tem sofrido com a crise de nosso país (espiritual, moral, política e econômica). Se você é filho de Deus Pai, o objetivo maior é completar o projeto: Liberdade da Escravidão do pecado, um deles é a ansiedade.
Toda essa didática de Deus Pai é para que nós descansemos nas instruções do Filho perfeito, que completou com êxito o projeto. O Filho perfeito (Jesus Cristo) nos ensina:
Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. Vocês orem assim: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como temos perdoado aos nossos devedores. E não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém” (Mt. 6.8-13 – grifo meu).
Por fim, se a sua vida tem sido guiada pela comunhão diária na Palavra de Deus e um desejo sincero de viver de acordo com a vontade do Pai, certamente foi Ele quem o levou até o deserto em que você se encontra. Não precisamos ficar ansiosos se “nossos pacotinhos” estão acabando. Lembre-se ajustar o raciocínio em meio as “nuvens negras”, recorde as maravilhas que o Pai fez na sua vida, no passado e como Ele tem cuidado de cada detalhe também no presente. Esse exercício nos ajuda a confiar e descansar no Pai.
Senhor Deus e Pai, ajuda-nos a alegrar-nos com o pão nosso de cada dia, sem nos preocupar com a “chuva de amanhã”.
Sempre existem figurinhas escondidas!

Bianca Bonassi Ribeiro 



[1] Didática: arte de ensinar, de transmitir conhecimentos por meio do ensino. Conjunto de teorias e técnicas relativas à transmissão do conhecimento. (www.dicio.com.br)





Bianca é casada com Luciano. Eles têm dois filhos, o Pedro e o Vitor. Ela faz parte da equipe docente da Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP, desde 2007 e é membro da Primeira Igreja Batista de Atibaia.
Bianca é doutora em Comunicação e Semiótica, mestre em Administração e graduada em Administração de Empresas.

Quando ele não é o líder espiritual que você esperava. por Lara d’Entremont




        Naquele dia, no altar, lá estava ele, lindo, alto, com um sorriso iluminando todo o seu rosto. Quando você subiu no altar e pegou a mão dele, todos os sonhos do casamento passaram diante dos seus olhos: os estudos bíblicos juntos à mesa de jantar com um café nas mãos, as discussões teológicas até tarde da noite, bilhetes de amor e recadinhos no espelho do banheiro e a condição de poder vir à ele com qualquer problema, sabendo que ele responderia com amor e sabedoria.
        Talvez esta seja a realidade da lua de mel e até mesmo um tempo depois. Até que um dia ele perde a paciência numa discussão. E o emprego dele faz com que ele tenha que sair antes de vocês lerem a Bíblia juntos. E ele prefere ficar no celular do que discutir teologia com você. Além disso, você nunca recebe aqueles bilhetinhos que tanto queria.
        Enquanto nossas expectativas e sonhos são lentamente feitos em pedacinhos e jogados ao vento, podemos nos sentir desencorajadas, iradas, sem esperança, amargas e feridas. O que fazer com tais sentimentos? Como trazer de volta o amor que tínhamos no altar?

AVALIANDO AS EXPECTATIVAS
O Seu Marido Não É Cristo

        Os romances cristãos e os livros sobre casamento que lemos muitas vezes podem nos colocar estas expectativas. Eles contam histórias de homens que eram grandes líderes espirituais em seus lares e guiaram suas esposas à santidade através de longas caminhadas na praia, lava-pés, estudos bíblicos e cartas de amor encorajadoras. Embora seja um desejo correto que seu marido seja um líder espiritual, eu acho que às vezes nós esquecemos que casamos com um pecador. Ele não vai liderá-la com perfeição, nem amá-la perfeitamente ou cuidar de você perfeitamente. Ele é um pecador e inevitavelmente vai pecar.
        Embora seu marido seja chamado para amar você como Cristo amou a Igreja, ele nunca o fará perfeitamente. Felizmente, Cristo já o fez. Cristo ama você perfeitamente, a ponto de morrer por seus pecados (Jo. 3.16). Ele não desaponta você, nem jamais o fará. Ele lhe levará à santidade de modo muito melhor que seu marido, pois Ele lhe santificará até que você seja uma obra completa (Fl. 1.6). E em nada disso Cristo mudará, uma vez que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb. 13.8).
        Não estou pedindo que espere o pior de seu marido. Mas lembre-se que ele não é seu salvador. Antes de considerar todas as maneiras nas quais ele falhou, lembre-se que ele é um pecador, igual a você, que precisa do Salvador para santifica-lo. Quando você começar a ver seu marido desta forma, será mais fácil mostrar graça.

O Seu Marido Não É O Marido Dela

        Outra tentação que podemos encarar é comparar nossos maridos com o marido de outra mulher. Por que ele não é igual ao marido da minha irmã? – olha como ele trata bem a ela e aos filhos. Ou por que ele não parece com o marido da minha amiga, que passa mais de uma hora por dia com a Palavra de Deus e está sempre ensinando a Eles o que está aprendendo?
        O meu marido não tem muito tempo. Ele sai pro trabalho bem cedo, onde trabalha por longas horas. E ele tem um trabalho que exige dele fisicamente, então, quando chega em casa, ele está cansado. E não só isso, ele passa todas as noites livres reformando a casa para prepará-la para o bebê.
        Se eu comparar o tempo de estudo bíblico do meu marido com o tempo de leitura do pastor (cujo trabalho principal é estudar a Bíblia e ler livros para ensinar à nossa igreja), eu vou acabar pensando que meu marido não está fazendo tudo que deveria. Mas eu não posso colocar nele as mesmas expectativas, porque ele não tem a mesma tarefa que meu pastor tem.
        Entretanto, meu marido tem mais tempo para ouvir. Por esta razão, investimos dinheiro em áudio-livros e fones decentes para que ele possa aprender mais sobre Deus e Sua Palavra enquanto trabalha ou dirige. Também arrumamos tempo em nossas noites para passarmos de trinta a sessenta minutos lendo a Bíblia juntos. Isto é algo que meu marido pode e gosta de fazer.
        Eu quero encorajá-la a parar de comparar seu marido a todos os outros homens ao seu redor e começar a olhar para os seus pontos fortes e as coisas boas que ele faz. E então encoraje-o a continuar fazendo tais coisas.

5 MANEIRAS PRÁTICAS DE ENCORAJAR O SEU MARIDO NA FÉ

  1.   Ore por ele.
Lembre-se de orar por seu marido diariamente. Peça a Deus para fortalecê-lo nas áreas da vida em que ele é fraco. Peça a Deus para que ele tenha o desejo de estar na Palavra. Ore para que seu marido lute para glorificar a Deus em tudo que ele faz. Também agradeça a Deus pelas muitas maneiras com que ele a abençoa.

  2.  Compartilhe o que está aprendendo.
Se você tem mais tempo para estudar, ler e ouvir do que o seu marido, então aproveite a oportunidade para compartilhar o que está aprendendo. Na minha vida, estas muitas vezes se tornam oportunidades para termos conversas bem edificantes juntos.

  3.  Encoraje-o e admoeste-o.
Precisa haver equilíbrio entre este dois. Precisamos encorajar nossos maridos quando estão indo bem, mas gentilmente corrigi-los quando não estão obedecendo a Deus.

 4.  Dê a ele oportunidade para aprender e ter comunhão com outros homens.
Minha tentação é quer ter cada momento que meu marido tem em casa para mim. Entretanto, eu sei que assim como eu preciso de tempo com outras mulheres para crescer, ele também precisa de tempo com outros homens. Encoraje-o a passar tempo com homens maduros da igreja.

  5.   Peça a ele para orar ou ler a Bíblia com você.
Nós podemos dar dicas discretas, mas nossos maridos muitas vezes não entendem (nossos maridos não leem mentes). Ao invés de esperar por ele para querer orar e ler a Bíblia, experimente pedir primeiro e amorosamente explicar o quanto isto é importante para você.
Pode ser desencorajador e doloroso às vezes quando nossos maridos não são os líderes espirituais que esperávamos e orávamos. Mas ao invés de permitir que o desânimo torne-se desespero e a dor se torne amargura, primeiro volte-se para Cristo, lembrando que ele apenas é o líder espiritual perfeito. E então busque avaliar suas expectativas acerca do seu marido e encontre maneiras pelas quais possa encorajar seu crescimento na fé. 

Lara d’Entremont


Fonte: Revive our hearts. Website: reviveourhearts.com. 

Traduzido com permissão. 
Título original:  When He’s Not the Spiritual Leader You Expected
Tradução: Viviane Andrade



Lara d'Entremont é uma conselheira bíblica em treinamento, e seu desejo é ensinar as mulheres a se voltarem para a Palavra de Deus no meio da sua vida diária e sofrendo para encontrar as respostas de que precisam. Ela quer ensinar as mulheres a amar a Deus com suas mentes e corações. Lara é casada com Daniel e eles moram na Nova Escócia, no Canadá.

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